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A participação feminina nos esportes

A participação feminina nos esportes
Nada mais natural do que ver uma mulher praticando algum esporte. As academias estão repletas delas em todas as áreas, desde as salas de musculação até os salões de exercícios aeróbicos na forma de danças, as piscinas de natação e hidroginástica e também as academias de lutas – de artes marciais a boxe. Nas quadras poliesportivas, a presença feminina nas partidas de vôlei, basquete, tênis e mesmo futebol (society ou de gramado) são garantidas e até habituais. Mas nem sempre foi assim.
Até o início do século XX, a participação das mulheres no universo dos esportes era bastante restrita. Poucas se aventuraram a entrar neste mundo dos movimentos e do esforço físico, e os motivos iam do comum ao impensável: falta de tempo devido aos afazeres domésticos, proibição da família pelo pensamento de que esporte era coisa para homens, a rotina casa/ igreja/ casa/ bordados/ aulas de piano não permitia mais um afazer (ainda mais um esporte, coisa completamente dispensável para elas naquela época).
Mudanças lentas
O mais perto que a maioria das mulheres chegava de um exercício, além da própria rotina doméstica, eram aparelhos estranhíssimos com tiras de tecido conectadas a motores. Essas tiras eram passadas ao redor da cintura, da perna ou do quadril e o motor as fazia vibrar com força (você já deve ter visto alguma cena de filme com mulheres usando essas esquisitices). Acreditava-se que essa vibração forte e localizada queimava as gordurinhas daquela região, modelando o corpo da mulher. Mas o mais importante é que eles ficavam em salas onde apenas as mulheres podiam usar; nada de homens. Se vissem as academias de hoje...
Muito, muito vagarosamente, surgiram algumas mulheres nos campos de treino de esportes como vôlei e tênis. Naquela época, era comum ver homens usando calças longas, mas as bermudas começavam a aparecer – porém, as mulheres ainda usavam saias que iam até os tornozelos. Consegue imaginar mulheres jogando tênis e vôlei vestidas assim? Soa impossível, mas era como elas se vestiam. Os movimentos eram mais contidos, os saltos eram mais baixos e não havia o emprego de grande força física nos lances, então a sociedade aceitou bem estas novas esportistas. E a ideia começou a se espalhar. Com o passar dos anos, mais mulheres entravam para o mundo dos esportes, mas ainda não constavam nas competições. Isso viria um pouco mais tarde.
Nos dias atuais
Os tabus relacionados às vestimentas vieram caindo com o tempo, e isso foi um dos maiores gatilhos para que as mulheres pudessem aproximar sua desenvoltura à dos homens até se igualarem. As roupas pesadas, longas e folgadas sem dúvida impediam o desenvolvimento da agilidade nos movimentos, o uso máximo de sua flexibilidade e da grande potência muscular das pernas.
Hoje, não há esporte em que não haja ao menos uma mulher participando. Existem grandes esportistas no vôlei e no tênis – e as saias deram lugar a trajes que permitem qualquer movimento. Os lances que exigem força e explosão nos saltos são realizados naturalmente por elas, com grande técnica e precisão.
Mesmo as artes marciais e o remo foram invadidas por elas, assim como esportes radicais (e conste aí o surfe, as escaladas em rocha, moto velocidade, etc.) e esportes tido como tipicamente como masculinos, como o tiro esportivo. Aliás, neste último tornou-se muito comum ver mulheres em treinos e também em competições com armas airsoft, inclusive em modalidades com armas de maior porte como carabinas de pressão.
Elas chegaram pra ficar e mandaram avisar que não pretendem sair.
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