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A dança dos recicláveis



A dança dos recicláveis 
Em tempos onde a palavra de ordem é reciclar, muitas pessoas têm demonstrado essa preocupação – e não só as pessoas físicas como também as jurídicas (ou seja, empresas e outras instituições, tanto de atividades industriais quanto prestadoras de serviços). Em quase todos os lugares, é possível encontrar lixeiras para coleta seletiva (às vezes, até por tipo de lixo) e pessoas que fizeram ou participaram de algum curso sobre reciclagem, sustentabilidade, etc...
Porém, mais do que reciclar o que já foi adquirido, o ideal é nem mesmo produzir aquele lixo. Isso significa reduzir a aquisição de produtos que venha em invólucros e recipientes não consumíveis, como garrafas plásticas e de vidro, por exemplo. Se observarmos a quantidade de lixo reciclável que separamos em nossas casas todos os meses, veremos que se trata de uma grande quantidade. Embalagens plásticas, garrafas plásticas e de vidro, cartuchos e caixas de papelão, jornais e revistas, etc... Será que não há uma forma de reduzir essa quantidade de descartáveis?

Alguns exemplos da indústria

Vamos a um exemplo simples que vai dar para entender bem mais fácil: esmaltes. A maioria das mulheres têm uma verdadeira coleção destes pequenos vidros coloridos em casa, mas já pararam para prestar atenção na forma como são vendidos? Algumas marcas continuam disponibilizando as unidades em blister, ou seja, aquele cartucho plástico com um pequeno painel de papelão atrás, supostamente para proteger o produto. Mas outras marcas enviam displays plásticos, ou bandejas, onde os vidros são colocados um a um sobre ela, organizados por cor.
A segunda solução parece melhor, não? E de fato é, pois esse display poderá ser usado indefinidamente, organizando vários vidros ao longo de sua duração (e pode acreditar, um display desses pode ficar no mercado por muitos anos sem precisar ser trocado. Já os blisteres que falamos antes, serão eternamente jogados fora nas casas das compradoras, gerando lixo a cada vidro comprado.
Um exemplo interessante de reutilização (ou seja, literalmente “usar até acabar” antes de reciclar) vem das indústrias: os paletes usados. Um palete feito de madeira pode ser usado muitas vezes, especialmente se for utilizado corretamente, obedecendo sua capacidade de carga máxima e os cuidados com sua conservação. Mesmo aqueles que sofrem danos ao longo do uso podem ser reformados e recolocados na função normalmente – e se o dano tiver sido de maior monta, ele pode ser reformado e destinado a trabalhos menos pesados – por exemplo, ao invés de ser usado para carregar uma tonelada de sacos de cimento, pode ir para uma feira livre para transportar 500 quilos de legumes, ou algumas caixas com flores.
E só então, quando finalmente estiver tão desgastado que nem mesmo suportará outra reforma, aí sim ele pode ser reciclado. Uma maneira é enviar esses paletes usados para uma fábrica de compensados e MDF, que os triturará e os usará numa mistura de raspas e cola especial para montar as placas, com as quais serão fabricados os mais diversos móveis.

Alguns exemplos de casa

Quem se esforça pra gerar menos lixo em casa também tem dado exemplos interessantes. Por exemplo, quem te animal de estimação em casa, que, ao invés de comprar pacotes de ração todos os meses, compra sempre o produto a granel, levando a mesma embalagem à loja para usá-la no transporte do alimento para seu bichinho. Com isso, evita-se jogar fora um ou mais pacotes plásticos no lixo a cada compra do tipo. Mesmo que ele seja descartado na lixeira de recicláveis, é sempre preferível não precisar nem precisar fazer isso, não é?
A exemplo da compra de ração, tem que faça suas compras do mês usando um recurso parecido – mas que não se encontra em todo lugar. Em algumas cidades, existem mercados que vendem cereais e grãos a granel (lembra-se daqueles sacos de pano enormes onde nossos avós pegavam arroz e feijão com uma caneca metálica?). Quem mora em cidade com esse tipo de serviço pode se valer deles e diminuir a quantidade de sacos plásticos jogados fora todos os meses.
E por último, as famigeradas sacolinhas plásticas de supermercado. Atualmente, qualquer estabelecimento desse tipo já oferece sacolas reutilizáveis para que seus clientes as utilizem em lugar da sacolinha plástica. Além do mais, fazer a própria sacola, em tecido, é bastante simples, e é uma solução ainda mais durável (sem contar que pode ser utilizada em muitas situações).
E você? O que tem feito a respeito do lixo reciclável em sua casa?

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